Ação do Sesc mostrou que é possível tornar o veraneio acessível a pessoas com deficiência.
Pela primeira vez, cidade do Litoral sedia etapa do Campeonato Gaúcho de Skate.

SuperCaetano em ação

De um lado para o outro, o pequeno “SuperCaetano”, de três anos, andava agitado pelo calçadão. De óculos escuros e boné, o menino que tem Síndrome Sjogren Larsson, que provoca alterações na pele e neurológicas, não parecia se importar em zanzar em um andador. Fazia pose para fotos e adorou o equipamento de PVC, produzido pelo projeto Tampinha Legal.

— Moramos em Torres e ele adora ir à praia, mas não pode frequentar muito em função da síndrome — comenta a mãe do pequeno, Gislaini Dalpiaz, que distribui até um cartão de visitas com o perfil no Instagram do menino. A página é usada para encontrar pessoas com o mesmo diagnóstico e compartilhar experiências.

Caetano, três anos, tem Síndrome Sjogren Larsson

Colocar-se no lugar do outro e auxiliar aqueles que precisam são os combustíveis para uma turma que se mobilizou para tornar o evento realidade. Arino da Silva, morador de Capão da Canoa, encontrou um novo sentido para suas caminhadas diárias depois de receber um incentivo da neta, que é colaboradora do Sesc.
O aposentado passou a juntar tampinhas de garrafas por onde andava. O gesto simples, iniciado em março do ano passado foi tomando proporções maiores. Amigos e conhecidos começaram a recolher o plástico e encaminhar para Silva. O resultado? Uma doação que ele estima em 60 mil tampinhas.

— Eu tinha um vazio quando me aposentei. Não tinha o que fazer. Então, a caminhada de pegar as tampinhas foi muito boa, eu tinha uma meta — fala, emocionado.

Os resíduos plásticos que ajudaram o aposentado a desenvolver novos objetivos são encaminhados para o projeto Tampinha Legal, que tem como objetivo estimular o recolhimento desses itens em entidades assistenciais e repassá-los a recicladores, que pagam pelo material. O dinheiro é repassado para essas instituições.

A partir do Tampinha Legal, o Instituto Sustenplást criou um novo projeto: o PrAIA, ou Protótipo de Andadores Infantis de Areia, que usa resíduos da construção para fabricar andadores de PVC.

— Queremos mostrar que dá para fazer com pouquíssimo custo. Um andador desses custa R$ 30. Só as rodinhas que não são fruto de reciclagem. O restante é resíduo de obras —comemora o presidente do Instituto, Alfredo Schmitt.

 

Fonte: Gaucha ZH